veleidade


Olha eu aqui!!!!

 

Oi tudo bem?

Vocês não esqueceram de mim, né?

Sou eu, o Peri.

A Tati disse que esta muito ocupada dai eu vim aqui dar um olá e exibir meu novo penteado, que a Tati chama de tosa Peri bebe coisa mais fofa do universo .

Vocês gostam desse penteado?



Escrito por Tati a tatuada às 15h02
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Sobre o horário de verão:

Cu.



Escrito por Tati a tatuada às 20h23
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O pior preconceito é o que reside nas entrelinhas:

Mas que coisa linda a dona sexóloga não?

Indagando sobre a vida íntima do adversário.

Muito edificante.

Se isso viesse do rouba mas faz a Tati até entenderia, mas dela?

Que decepção.

Ninguém questionou quando ela trocou o marido para dançar tango em Paris, afinal cada um faz da sua vida sexual o que bem entender.

Agora, em pleno século XXI, vem a fofa, que desfila na parada gay, tem o discurso mais moderninho do planeta e nos pergunta se ele é casado, se tem filhos?

O pior preconceito é o preconceito velado, o preconceito das entrelinhas.

Se algum dia a Tati, num arroubo de insanidade, pensou em dar seu voto a ela, agora não mais.

O voto da Tati ela não tem e nunca terá.

A Tati não vota do adversário da sexóloga, mas só por causa disso, nessa eleição, ele terá o voto desta que vos escreve.



Escrito por Tati a tatuada às 16h02
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Direito a defesa:

"Prezados,

Não venho aqui encher lingüiça nem esbanjar uma eloqüência inconseqüente. Estou tranqüilo quanto ao papel que venho desempenhando na sociedade, da qual tenho sido vítima com freqüência de ataques.

Não sou menino. Vivi e vi muito. Desde 43 que perambulo por estradas e ditongos da vida. Que o diga o U, este grande amigo a quem não me canso de garantir que tenha voz neste mundo de crescente exclusão.

Também o diga o Müller, outro grande defensor de minha carreira, bem como todo o nobre povo alemão, este sim um apreciador do chucrute, da música clássica e do legítimo trema germânico.

Ao ver decretada assim minha expatriação, penso nesse povo sem memória e sem afeto. Desterraram seu último e apaixonado imperador e agora me trocam por kas, dáblius e ipsilones representantes do imperialismo saxão. Sempre suspeitei que minha morte ou exílio estavam sendo há décadas tramadas por alguém.

Não sabia se pelos comunistas, pelos socialistas, pelos capitalistas ou pelos fãs de Marylin Manson. Agora eu sei. Foram os dáblius, esses vês pervertidos que sempre andam de mãos dadas, em plena luz do dia. Caracteres pederastas, esses dáblius. Pederastas e traidores. Quem me lê sabe se tem a mão ensangüentada.

Me espanta a hipocrisia destes mesmos abraçadores de árvores e defensores da ecologia e do seqüestro de carbono tirarem dessa forma o acento e o acalento dos pingüins. Agora eles têm de agüentar. Por um, por dez ou por cinqüenta anos. Até o fim de tudo. Verão, na pele, a falta que um trema faz, delinqüentes ortográficos, seres de índole eqüina.

Vou-me. Partirei de volta para o velho mundo, onde ainda há espaço para tremas, lamparinas e fados tristes. Saio desta vida para a ubiqüidade."

 

 

 

A Tati recebeu por e-mail. Se alguém souber o autor, por favor avise para os merecidos créditos.



Escrito por Tati a tatuada às 15h16
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