veleidade


Querido diário:

Sabe aquela fase em você acredita que nasceu com o buzanfã para a lua.

A Tati anda assim.

Semana passada teve uma viagem, curtíssima é verdade, mas tão intensa e feliz, que a Tati demorou muito antes de dividir com você leitor, porque quis curtir o maior tempo possível.

Nesse final de semana passado a Tati foi a Lages. A um casamento de uma pessoa mais que querida e encontrou outras tantas pessoas mais que queridas.

Daí a gente vê que felicidade é grão, é simples, é grátis, basta querer enxergar.

 

Ontem teve a parada.

Não foi tão boa quanto a do ano anterior e anteriores, na verdade foi diferente, mas a Tati viu pessoas felizes e felicidade pode ser contagiante.

Chegará o dia em cada pessoa poderá ser o que é, sem máscaras, sem medo, sem razão para parecer o que não é.

Simples assim.



Escrito por Tati a tatuada às 21h25
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Tem noite que o dia é

Então. Estava a Tati e D. Veia no MacDonald´s da Av. Aclimação. De repente D. Veia diz com a voz mais calma do mundo:

-Não olhe para trás, levante devagar.

A Tati já sabia, só podia ser ela.

E era.

Uma barata passeando divertidamente atrás da Tati.

Óbvio que a Tati foi falar com a gerência, que muito gentil, disse que o local havia sido dedetizado no dia anterior, ao que a Tati, muito solícita diz:

-Não interessa, quero essa barata longe de mim. Retire-a dali imediatamente, o que foi feito.

Nesse ínterim, como Murphy ama a Tati com devoção, da janela do drive-trhu aparece quem?

A personal, sargentona, que diz:

-A senhora pode me explicar o que você esta fazendo aqui com esse big mac na mão? Não sabe que essa alimentação não é saudável? Que engorda...blá, blá, blá wiskas sachê.

A resposta fica para outro post.

A fome, que já tinha ido para a casa do caraio, acabou de vez.

Fica a dica:

Quando for ao McDonald´s da Av. Aclimação leve seu detefon.

Porque a Tati não porá o pezinho lá novamente, nunca mais.



Escrito por Tati a tatuada às 17h06
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Todo dia é dia das mães

A Tati não sabe o que é ser mãe, porque não o é.

Mas sabe o que é ser filha, porque, segundo Dona véia, é muito mais do que ela pediu ao grande lá de cima.

Que a Tati passou várias vezes na fila de boa filha.

A Tati não acredita, mas enfim...

Ser filha é ouvir, ainda que não concorde com o discurso.

É respeitar, ainda que não concorde com a linha seguida.

É apoiar, ainda que pareça a coisa mais absurda.

É concordar, quando acredita que deve.

É propor outros caminhos, incentivar novas propostas.

É torcer para que tudo dê certo e vibrar quando dá.

É estar presente quando necessário e ausente nas mesmas circunstâncias.

É descobrir os desejos de consumo e concretizá-los, na medida do possível.

Ser filha é simplesmente amar, defender e respeitar.

Ser filha é tão bom que a Tati nunca quis ser mãe. Embora um não exclua o outro.

Dona véia, se a Tati tivesse que escolher uma nova mãe, pediria você novamente.



Escrito por Tati a tatuada às 22h45
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Olha Murphy ai minha gente!

Qual a possibilidade de duas publicações diferentes, de processos distintos em duas varas diferentes estarem erradas?

Foi a Tati ao fórum se manifestar em dois processos distintos.

Por óbvio que Murphy estava lá, coladinho à Tati.

No primeiro processo a Tati deveria se manifestar sobre nada.

Isto mesmo, nada. 

Para não perder a viagem, a Tati se manifesta ratificando a petição anterior.

No segundo, trocaram requerentes por requeridos, para não perder a viagem, a Tati se manifesta ratificando a petição anterior.

A Tati vai mandar fazer um carimbo:

MM. Juiz.

Ratifico petição anterior.

Termos em que;

Pede deferimento.



Escrito por Tati a tatuada às 16h48
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O falar e o realizar

Existe uma grande diferença entre dizer, sentir e executar algo.

A título de exemplo, numa vaga analogia, funciona mais ou menos assim:

Pode-se criticar desafetos, ignorar a verdade e fazer do seu ponto de vista escroto uma verdade absoluta. Sem problemas.

Pode-se transformar de algoz em vítima, sem problemas também.

Pode-se definir um casamento como um golpe do baú, uma gravidez planejada e muito querida como golpe da barriga. Sem problemas mais uma vez.

Mas para isso é preciso não ter telhado de vidro.

Porque, se poucos meses antes de casar a pessoa vai lá e faz um aborto para não ficar com cara de cu para família, não se é livre, a palavra certa é outra. A palavra é hipocrisia, essa pessoa é deveras hipócrita.



Escrito por Tati a tatuada às 13h25
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